Entenda o que é a curiosa ionosfera

A ionosfera consiste em uma camada densa de moléculas e partículas que são eletricamente conduzidas.

Essa camada flutua acima da atmosfera do planeta Terra, isto é, fica aproximadamente a 60 quilômetros da superfície, mas também pode alcançar além de 1000 km! A radiação solar ocorre a partir das partículas superiores e suspensas na camada atmosférica.

Dessa maneira, a ionosfera tem como papel refletir qualquer sinal eletromagnético originário do solo de volta aos receptores terrestres. De outro modo, bonito de se ver, uma emissão de luzes brilhantes pode acontecer quando essa camada se sobrepõe a campos magnéticos.

Onde está a ionosfera?

como funciona a ionosfera

Levando-se em consideração a existência de diversas camadas que completam a atmosfera do planeta Terra, cada uma delas necessita de uma denominação especifica. Sendo assim, a mesosfera origina-se a 50 km, e a termosfera começa a 85 km.

Agora, para determinar a ionosfera, basicamente consiste em três sessões nessas esferas, ou seja, são divididas como camadas D, E e F. Esse modelo surgiu através dos estudos feitos pelo Centro de Educação Científica da UCA.

Desde então, a “violenta” radiação ultravioleta e raios-X do sol chegam com força nesses pontos acima da atmosfera. Depois atinge os átomos e moléculas integrados nessas camadas. Esse fenômeno move elétrons carregados de forma negativa das partículas, ocorrendo uma alteração da carga elétrica dos elementos.

O nome “ionosfera” se originou por conta da nuvem de elétrons livres e partículas conduzidas por uma energia chamada de “íons”. Ou seja, o gás ionizado ou plasma acaba se fundindo com a atmosfera neutra mais compacta.

Dependendo da proporção solar que penetra na Terra, há uma variação na concentração de íons. Durante o dia, a ionosfera é mais densa com partículas carregadas, entretanto, a densidade diminui drasticamente à noite por causa da redefinição dos fragmentos movidos.

Num jogo de vai e volta, segundo a NASA, essas camadas se definem exatamente neste ciclo diário. Além disso, a radiação solar também flutua no decorrer de 11 anos, o que explica as alterações da radiância do sol nesse período.

Ao levar em conta os acontecimentos de explosões e rajadas solares que causam alterações instantâneas nessa base, desde então, grandes fenômenos catastróficos se formam na Terra.

Como as aurora são formadas

Luz Aurora Borealis

Conhecidos como vento solar, isso ocorre quando a superfície ardente do sol lança fluxos de partículas superconduzidas. De acordo com o Marshall Space Flight Center da NASA, a velocidade em que esse vento solar se move no espaço é de aproximadamente 40 km por segundo. Deste modo, ao toque, uma reação química colorida se desenvolve no céu, o que é mais conhecido como aurora.

Embora o planeta seja bombardeado por ventos solares constantemente, o seu campo magnético absorve esses impactos e torna a Terra “segura”, tecnicamente essa resistência chama-se magnetosfera. Por isso, todo o ferro fundido no manto terrestre é crucial, o que ocorre uma agitação e redireciona a radiação solar para outro pólo. Assim, essas partículas carregadas se chocam à (produtos) químicos que rodeiam a ionosfera e formam as impressionantes auroras!

Os cientistas desvendaram que o próprio campo magnético do sol esmaga o mais frágil da Terra, movendo as auroras para o lado noturno do planeta, conforme relatado pela Popular Mechanics.

Perto dos círculos ártico e antártico, as auroras colorem o céu todas as noites, segundo a National Geographic. As cortinas coloridas de luz conhecidas como aurora boreal e aurora austral, respectivamente, encontram-se a cerca de 1.000 milhas acima da superfície da Terra. As auroras brilham verde-amarelo quando íons atingem partículas de oxigênio na parte inferior. A luz avermelhada geralmente floresce ao longo das bordas das auroras, da mesma forma, embora isso aconteça raramente, as cores roxos e azuis também aparecem no céu noturno.

“A causa da aurora é um pouco conhecida, mas não está totalmente resolvida”, disse Toshi Nishimura, geofísico da Universidade de Boston. “Por exemplo, o que causa um tipo específico de cor da aurora como o roxo, ainda continua sendo um mistério.”

Comunicação e navegação

ionosfera GPS

Por outro lado, no entanto, essas reações também podem causar interferências nos sinais de rádio, GPS, e às vezes ocorrem quedas de energia!

A ionosfera reflete transmissões de rádio abaixo de 10 megahertz, isso permite que militares, companhias aéreas e cientistas conectem sistemas de radar e comunicação a longas distâncias. Esses sistemas funcionam melhor quando a camada é lisa como um espelho, mas podem ser interrompidos por irregularidades no plasma.

“Durante grandes tempestades geomagnéticas ou eventos climáticos espaciais, o conflito entre correntes pode causar estragos”, disse Perry. Uma dessas tempestades solares causou o famoso (apagão de Quebec) em 1989. “Trinta anos depois, os nossos sistemas elétricos ainda estão vulneráveis ​​a esses eventos”.

Os cientistas exploram a base protetora através de radares, câmeras, instrumentos ligados a satélite e modelos de computador para entender melhor a dinâmica física e química da região. Munidos desse conhecimento, portanto, eles esperam prever melhor as eventuais rupturas e evitar problemas que podem provocar no terreno abaixo futuramente.

Publicado em: Ciência