Pirâmide de Gizé: raios cósmicos revelam um vazio secreto

Como os raios cósmicos revelam um vazio secreto na grande pirâmide de Gizé

A pirâmide de Khufu, também conhecida como a pirâmide de Quéops, é a maior pirâmide do complexo de Gizé, no Cairo, Egito. Saiba mais sobre o mistério.

A Grande Pirâmide de Gizé é uma das sete Maravilhas do Mundo Antigo. Também chamada de Pirâmide de Khufu, está entre as mais antigas e maiores estruturas humanas na Terra. Parte do que o torna tão maravilhoso é que, por mais velho que seja, ainda contém mistérios. Construída entre 2509 a 2483 B.C.E. para enterrar os restos do faraó egípcio Khufu, também conhecido como Cheops, a Grande Pirâmide foi construída para suportar milênios de fortes ventos do deserto, mas ninguém realmente sabe como ela foi desenvolvida ou exatamente como é a estrutura interna. Porém, graças à física de partículas, agora sabemos um pouco mais.

Espaço vazio

Nova pesquisa publicada no jornal Nature sugere que a pirâmide pode armazenar uma vasta e anteriormente desconhecida cavidade, um espaço vazio aproximadamente tão longo como um hangar de avião. As dimensões exatas não são conhecidas, mas como um pesquisador encontra uma grande câmara, o que eles chamam de “espaço vazio”, quando eles não têm a possibilidade para levar marretas a uma estrutura de 4.500 anos de idade?

tomografia de Muão

A equipe de pesquisa internacional usou uma técnica chamada tomografia de Muão, a versão de um físico de partículas de uma máquina de raios-x, que usa os raios cósmicos de alta energia que estão constantemente atacando a Terra do espaço profundo para visualizar, digamos, o que está por trás de uma parede de pedra calcária pesada. Esses raios cósmicos são principalmente constituídos por núcleos de hidrogênio, mas quando atingem nossa atmosfera, eles explodem em partículas elementares menores.

Um subproduto deste processo é a criação de partículas carregadas negativamente chamadas Muões, que, uma vez que elas surgem na existência, disparam para o chão a velocidades insondáveis. Eles podem ser abrandados por coisas grandes e densas, porém, coisas como a Grande Pirâmide de Gizé.

Descoberta de Muões

Em 2015, a ScanPyramids, um projeto da Universidade do Cairo e do Instituto Heritage Heritage Preservation (HIP), teve como objetivo explorar as entranhas das maiores pirâmides do Egito. Os Muões são previsivelmente difíceis de detectar, mas não impossíveis, e a tomografia de Muão busca procurar Muões à medida que passam pela matéria, diminuindo e se tornando decadente no processo.

Porque bater em algo sólido pode acelerar a morte do muão, os pesquisadores procuraram lugares na pirâmide onde mais Muões eram evidentes, sugerindo que as partículas caíam por um espaço vazio, ou pelo menos um feito de material menos sólido.

Assim, na Pirâmide de Khufu, logo acima de um salão semelhante a uma catedral chamado Grande Galeria, os pesquisadores encontraram uma quantidade significativa de Muões, usando três detectores diferentes, em três experimentos diferentes, o que significa que algo está lá, e que algo não é nada.

A equipe de pesquisa não ofereceu teorias sobre o propósito que o espaço poderia ter servido originalmente.

pirâmide de Gizé

O que é chamado de “câmara escondida” dentro da Grande Pirâmide é retratado nesta visualização 3-D com um conjunto de pontos brancos acima da Grande Galeria da pirâmide.

Vantagem de informações

“Há tantas teorias legais, mas também loucas”, disse à Nature News o co-autor Mehdi Tayoubi, presidente do instituto Heritage Innovation Preservation em Paris e co-fundador da ScanPyramids. Mas os especialistas alertam que é algo para não se animar muito:

“Não há chance de câmaras de enterro estarem escondidas”, disse a Nature a “egiptóloga Aidan Dodson da Universidade de Bristol”, que não fazia parte da equipe de pesquisa. No entanto, esta pesquisa pode ser uma boa vantagem para obter mais informações sobre como essa estrutura incrível foi construída.